June 28, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 2 Comments
Bom dia.
Passadas algumas semanas desde a última vez que vos “saúdei”, cá estou, de novo, para vos dizer qualqquer coisa.
Desculpem-me aqueles que habituei a uma presençaa mais habitual, mas de facto, tenho-me “perdido” por entre outras coisas, outros desafios e outras prioridades. Não tenho escrito com a regularidade que queria, gostava e até precisava, mas… tudo são fases. Importante é que estou aqui, vocês aí, e nos vamos saúdando de quando em vez. E que assim seja por muito e muitos anos!!
Queria dizer que estou cá. Sou o mesmo de sempre e nada mudei. Só as coisas vão mudando… não me mudam.
E pegando nesta deixa, chego ao que pretendia dizer…
Agora sim, já posso partilhar isto convosco. Agora sim, é oficial!
É que após 12 anos e meio, decidi abraçar um novo projecto. Vou redireccionar a minha carreira.
De modo figurativo, digamos que dentro da mesma linha em que operava (Portugal-Itália-Portugal), vou pilotar um outro avião, de uma outra companhia aérea…
Isto constituirá uma grande novidade e surpresa, sobretudo para aqueles que me são mais próximos e sabem o que representava para mim a estabilidade e afectividade que me ligava a este projecto.
Pois é. Mas, como disse um dia alguém, “o caminho faz-se caminhando”…
E assim será!
Depois de tantos anos de uma dedicação que jamais alguém ousará contestar, chegou um desafio que me fez colocar de lado tudo aquilo que, até aqui, se fez pesar, na balança das decisões.
Chegou alguém capaz de me fazer “abandonar a casa dos pais” e dar um novo passo, em busca de uma maior autonomia e emancipação. Desta, nada me fez parar!
O que me agarrava a este projecto – que ainda abraço, por mais 2 meses – passou a ter um peso irrelevante nesta balança das decisões. O outro prato da balança suportava pesos imensuravelmente maiores, o que provocava um desequilíbrio brutal, nesta.
E não tinha como não aceitar. Foi talvez a decisão mais importante da minha vida, até hoje, mas ao mesmo tempo a mais fácil.
E era o que queria – e fazia questão – de partilhar convosco. Agora, oficializado que está.
Por isso, este menino vai alterar, em breve, um sem número de rotinas, que o passar dos anos e a estabilidade adquirida, se encarregaram de instalar…
Novos caminhos, novos obstáculos, novas vistas, novas paisagens…
Acreditem que é algo muito bom para mim. Fantástico, mesmo.
Há algumas frases que ajudam a suportar a minha decisão. Como p.ex.:
“A mudança é a lei da vida. E aqueles que confiam somente no
passado ou no presente estão destinados a perder o futuro.”
– John F. Kennedy
“O único homem que eu conheço que se comporta sensatamente é o meu alfaiate;
ele toma as minhas medidas novamente a cada vez que ele me vê.
O resto continua com as suas velhas medidas e espera que eu me encaixe nelas.”
– George Bernard Shaw
“Mude. Isto tem o poder de enobrecer, curar, estimular, supreender, abrir novas portas,
trazer experiência nova e criar excitação na vida. Certamente vale o risco.”
– Leo Buscaglia
Mas a frase que adoptei como “minha” e que melhor traduz este momento, é esta:
“A mudança não assegura necessariamente progresso, mas o progresso implacavelmente requer mudança.”
– Henry S. Commager”
Fiquem bem e… até já!
Miguel Arcanjo
June 2, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 5 Comments
Bom dia.
Hoje, saudando o “regresso” de uma pessoa amiga, escrevi o que partilho de seguida.
Foi escrito para alguém que andou durante tempos sob a sombra de uma enorme nuvem cinzenta, naquilo que foi um Inverno penoso, mas que começa a chegar, finalmente, à Primavera. A Primavera da vida!
“… não devemos adiar sempre o momento de “ser feliz”.
Vivemos num adiamento contínuo do que será a nossa felicidade.
Adiamos para o fds. Depois adiamos para as férias.
Adiamos até atingirmos a maioridade. Até darmos o nosso 1º beijo.
Adiamos até conhecermos o homem/a mulher da nossa vida. Até casarmos.
Adiamos até ter filhos. Até os vermos criados.
Até que chegamos a um ponto em que nada mais queremos do que adiar o “nosso” momento… o momento de nos despedirmos de uma vida que fomos adiando…
E o que vivemos?
Ao adiar constantemente a nossa felicidade e os nossos projectos, perdemos todo o encanto da viagem. E quando chegamos ao destino, nada mais temos para contemplar senão o “é isto”?
Posso voltar atrás para disfrutar do caminho?”
Resposta que já conhecemos, não é? : /
Por isso, não adiemos mais. Que seja já! Que já esteja a ser!
Fiquem bem.
Miguel Arcanjo
June 1, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 0 Comments
Bom dia.
E porque hoje celebramos o dia do que mais importante tem o mundo – as crianças – venho partilhar um texto muito bem conseguido e com uma visão bem global do que é e do que deveria ser criança.
Retirado de um outro blogue.
Ser criança
Para ler com Os Olhos do Coração
Ser criança
É ser herói
É ser artista
É ser protagonista
É ser pintor, poeta e escritor
É ser índio e cowboy
Ser criança é ser o sonho, o futuro e a esperança
Ser criança é aventura, é desafio
É ser conquistador
É rir e brincar
É inventar novas formas de ser criança
Há quem não possa ser criança
Não conheça um palhaço, um balão,
Viva sem sentir o gosto da fantasia
Conheça a fome e o frio
Crianças de vida vazia
Há quem não tenha sequer um lápis, um papel,
O direito a viver, a brincar, a crescer e aprender
Sinta o terror e opressão
Essas vivem sem amor nem ilusão
Conhecem a injustiça, a violência e exclusão,
Não sabem que SER CRIANÇA é ter magia
É ser no presente, a promessa do futuro
De um mundo mais justo, mais humano e tolerante
A criança não sabe, mas confia…
A criança não conhece fronteiras
Não vislumbra o amanhã
Não sabe o que são direitos nem defende teorias
A criança só deseja ser amada
A.P.
Amemos as nossas crianças, que elas nos devolvem tudo isso, em dobro.
Miguel Arcanjo
May 20, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 1 Comment
Bom dia.
Pois é, cá estou eu, de volta! 
Quem me lê regularmente, recordar-se-à de um post onde se destacava esta frase: “As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos.”
Pois bem. Queria estabelecer um paralelismo, em jeito figurativo, do que poderão representar essas mulheres e quais os homens capazes de as apanhar…
Vejamos então, e sempre, o exemplo das mulheres como maçãs.
Notem que todas as referências ao verbo “comer”, se referem, de modo figurativo, apenas e só, às maçãs. Não vejamos a mulher como um alimento, no caso. Saibamos-lhe dar o devido valor.
Comecemos então a colheita…
Começamos por ter aquelas maças caídas. Umas já podres, outras “passadas”, outras ainda, acabadinhas de cair.
Essas, quando passíveis de suscitar interesse, estarão ao alcance de quem passa diante daquela árvore. Mas claro está que, quem se vai baixar para as aproveitar, serão apenas os homens mais básicos, mais incapazes, preguiçosos.
Depois temos as que se encontram nos ramos mais baixos. Mas acessíveis, mais disponíveis para as mãos que as colhem, sem grande esforço.
Essas, estarão ao alcance dos homens menos exigentes, menos empreendedores. Igualmente básicos. E as primeiras a serem colhidas.
Depois temos, mais acima, as que se esgueiram por entre os ramos intermédios. Aquelas que não poderão ser colhidas, senão por mãos que se elevam sobre bicos de pés. Estas já se aguentam mais tempo, chegando quase a um estado de maturação. O seu sabor ainda não é o melhor, mas já se comem.
Estas, são para os homens capazes de se esticarem um pouco mais. De fazerem mais um pequeno esforço para alcançar aquela maçã.
Até que chegamos ao topo. Aos ramos mais altos e às maçãs que ali se prendem. Estas, sabem que naquela posição, terão tempo de maturação, até que um dia sejam resgatadas. Serão, por isso, mais saborosas e desejadas.
Colhidas por mãos de homens valentes, mas atrevidos, determinados que, avistando-as de baixo, souberam eleger o alvo e lutar para o alcançar.
E estão as maçãs todas colhidas, certo?
Sim, para a maioria dos homens estariam. A macieira acabara de ficar vazia, completamente colhida.
Mas, eis que chega aquele homem que, apesar dos seus olhos lhe mostrarem uma árvore vazia, acredita que, lá por cima, escondida algures, por entre os ramos e a folhagem, haverá ainda uma maçã. Ali, bem escondida, longe da vista de todos, até que amadureça e seja resgatada.
Porém, numa luta constante, para que o local escolhido e que lhe permitiu ficar fora do alcance das mãos mais comuns, não se revele fatal, perante um tempo impiedoso que a faça cair, de tão madura que está. Sem que antes uma mão, aquela mão, daquele braço, daquele corpo, daquele homem a colhesse e saboreasse.
A minha maçã!
Ressalva importante: não incorram no erro de classificar as maçãs (mulheres) pela idade. Seria deturpar todo o sentido e alcance da “coisa”…
Fiquem bem que eu estou melhor
Miguel Arcanjo
May 12, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 0 Comments
Bom dia.
A propósito das medidas que o Governo vai ser forçado a implementar para reduzir a dívida pública, ocorre-me estabelecer um paralelismo que sirva de comparação a esta história…
Quem já ouviu aquela história/estratégia da menina que chega a casa e diz aos pais, em jeito assustador:
“Sentem-se por favor. Tenho algo importante para vos dizer.
Estou grávida, não sei quem é o pai, contraí o vírus da sida, gastei o dinheiro das propinas em drogas e reprovei nos exames.
E perante semelhante cenário dantesco e os colapsos dos pais, ela sorri e diz:
Estava a brincar. Ainda sou virgem, não tenho doença nenhuma, as propinas estão pagas, só reprovei nos exames.
Ao que se segue um suspiro de alívio dos papás…”
Moral da história: transformou uma notícia com grande carga negativa, num alívio para os receptores.
Assim prevejo que aconteça, com esta questão das medidas de austeridade do Governo português, para reduzir o défice.
Senão vejam…
“Era uma vez um Governo que se via forçado a lançar medidas auteres para reduzir a dívida pública e satisfazer as exigências externas.
Então fazem sentar os portugueses e anunciam (boatos através dos media):
Vamos ter que aumentar o IVA em 2%; retirar 50% do 13º mês aos trabalhadores; reduzir as pensões; retirar benefícios fiscais e cortar no rendimento mínimo.E eis que, perante um clima aterrador instalado entre a população, surge um salvador que anuncia:
Afinal, já não vamos cortar no 13º mês de ninguém, não vamos reduzir as pensões, etc, etc, etc… só vamos aumentar o IVA em 1 ponto percentual, repondo a taxa nos valores anteriores.”
Moral da história: ufffa… só isso?!
Posso estar enganado. Não percebo nada destas coisas e vá alguém entender o que vai na cabeça dos nossos governantes, muito menos a dimensão do fosso em que estamos, mas é a ilação que tiro de todo o cenário instalado.
Transformando uma má notícia num alívio generalizado.
Dá jeito espalhar o boato pelos media, semeando o pânico e traçando o pior cenário entre os contribuintes para, entretanto anunciarem medidas bem menos graves, provocando uma sensação de alívio nos portugueses.
Ah!… (e vem o rebuçadinho)… e também vamos cortar nos salários dos políticos em X %, reduzir os prémios dos administradores de empresas públicas e taxar o lucro das maiores empresas. Isso é que era! A única maneira de restabalecer alguma da confiança perdida no poder político e lavar a cara aos portugueses.
A ver vamos…
Fiquem bem.
Miguel Arcanjo
May 4, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 0 Comments
Boa noite.
Sem mais. O texto que se segue, dispensa comentários…
Carta enviada de uma mãe para outra mãe no Porto, após um telejornal da RTP1:
“De mãe para mãe…
Cara Senhora, vi o seu enérgico protesto diante das câmaras de televisão contra a transferência do seu filho, presidiário, das dependências da prisão de Custóias para outra dependência prisional em Lisboa.
Vi-a a queixar-se da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que vai passar a ter para o visitar, bem como de outros inconvenientes decorrentes dessa mesma transferência.
Vi também toda a cobertura que os jornalistas e repórteres deram a este facto, assim como vi que não só você, mas também outras mães na mesma situação, contam com o apoio de Comissões, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, etc…
Eu também sou mãe e posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro, porque, como verá, também é enorme a distância que me separa do meu filho.
A trabalhar e a ganhar pouco, tenho as mesmas dificuldades e despesas para o visitar.
Com muito sacrifício, só o posso fazer aos domingos porque trabalho (inclusivé aos sábados) para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Se você ainda não percebeu, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou cruelmente num assalto a uma bomba de combustível, onde ele, meu filho, trabalhava durante a noite para pagar os estudos e ajudar a família.
No próximo domingo, enquando você estiver a abraçar e beijar o seu filho, eu estarei a visitar o meu e a depositar algumas flores na sua humilde campa, num cemitério dos arredores…
Ah! Já me esquecia: Pode ficar tranquila, que o Estado se encarregará de tirar parte do meu magro salário para custear o sustento do seu filho e, de novo, o colchão que ele queimou, pela segunda vez, na cadeia onde se encontrava a cumprir pena, por ser um criminoso.
No cemitério, ou na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante dessas “Entidades” que tanto a confortam, para me dar uma só palavra de conforto ou indicar-me quais “os meus direitos”.
Pois é…
Fiquem bem.
Miguel Arcanjo
April 29, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 1 Comment
Bom dia.
Aqui regresso, para partilhar isto, retirado de um blogue que li.
PARA PAIS (COM FILHOS NO JARDIM DE INFÂNCIA) E EDUCADORES
1. Proibido insultar o Jardim‐de‐Infância chamando‐lhe “escolinha”. Em primeiro lugar, porque é uma
escola, em segundo, porque todas as escolas ganhavam se ligassem Brincar com aprender.
2. É proibido que os pais imaginem que o Jardim‐de‐Infância serve para aprender a ler e contar. Ele é útil
para aprender a descobrir os sentimentos. Para aprender a imaginar e a fantasiar. Para aprender com o
corpo, com a música e com a pintura. E para brincar. Uma criança que não brinque deve preocupar mais
os pais do que se ela fizer uma ou outra birra, pela manhã ao chegar.
3. O Jardim‐de‐Infância assusta as crianças sempre que os pais ‐ como quem sossega nelas os medos
deles por mais um dia de jardim‐de‐infância ‐ lhes repetem: ” Hoje vai correr tudo bem!”
4. Os pais estão proibidos de despedir‐se muitas vezes das crianças, ao chegarem todos os dias. E é bom
que se decidam: ou ficam contentes por elas correrem para os amigos ou ficam contentes por elas se
agarrarem ao pescoço deles, com se estivessem prestes a ser abandonadas para sempre.
5. É proibido que as crianças vão dia‐sim dia‐não ao Jardim‐de‐Infância. E que vão, simplesmente,
quando os seus caprichos infantis vão de férias. E que não vão ” só porque sim”. O Jardim‐de‐Infância
não é um trabalho para os mais pequenos. É uma bela oportunidade para os pais não se esquecerem
que se pode amar o conhecimento, namorar com a vida, nunca ser feliz sozinho e brincar, ao mesmo
tempo.
6. No Jardim‐de‐infância não é obrigatório comer até à última colher; nem dormir todos os dias. E não é
nada mau que uma criança se baralhe e chame pai/mãe ao educador/a (ou vice‐versa).
7. Os pais estão obrigados a estar a horas quando se trata duma criança regressar a casa. Prometer e
faltar devia dar direito a que os pais fossem sujeitos classificados como tendo necessidades educativas
especiais.
8. Os pais não podem exigir aos filhos relatórios de cada dia de jardim‐de‐infância. Mas estão
autorizados a ficar preocupados se as crianças forem ficando mais resmungonas, mais tristonhas ou, até,
mais aflitas, sempre que regressam de lá. E estão, ainda, autorizados a proibir que o jardim‐de‐infância
só se abra para eles durante as festas.
9. O Jardim‐de‐Infância é uma escola de pais. E um lugar onde os educadores são educados pelas
crianças. Um lugar onde todos se educam uns aos outros não é uma escola como as outras. É um
Jardim‐de‐Infância.
10. Um dia, num mundo mais amigo das crianças, todas as escolas serão Jardins‐de‐Infância!
Por Eduardo Sá (Psicólogo)
Nota: Eduardo Sá é psicólogo clínico, psicanalista e professor de psicologia clínica.
Fiquem bem,
Miguel Arcanjo
April 8, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 2 Comments
Se não houvesse amor…
Se não houvesse amor, o que seria das novelas e dos seu guiões?
O cinema viveria de porrada e do Steven Seagal…
As pessoas perderiam a fé. Deixariam de traçar projectos a dois.
Se não houvesse amor, deixaria de haver conflitos entre mulheres. Troféus entre os homens.
A igreja teria menos lucro e os advogados menos clientes.
As revistas deixariam de vender. A Elsa Raposo, de aparecer.
Se não houvesse amor, não haveria quem se humilhasse a tentá-lo vender. Nem desesperados, a comprar.
Encontrariamos facilmente a nossa cara metade, a nossa alma gêmea e com ela viviamos toda uma vida.
A saudade não apertava corações e as distâncias, medidas em metros.
Se não houvesse amor, o que seria daquele brilhozinho nos olhos? Do tempo que teima em não passar?
Das borboletas no estômago? Do nó na garganta? Da pele de galinha?
Se não houvesse amor, o pecado não seria franchisado.
Os tapetes dos ginásios deixariam de rolar, suportando pesos loucos e suores intermináveis.
Metade dos medos estariam curados.
Todas as pessoas eram vistas como “normais” e os pais confiariam mais nos seus filhos.
Se não houvesse amor, lá se iam as religiões, as clubites, os partidarismos.
Lá se ia a conquista, o jogo, a sedução.
Tomar-se-iam melhores decisões.
Menos impulsos, maior equilíbrio.
Se não houvesse amor, tudo poderia ser cientificamente explicado e compreendido. Deixaria de haver fenómenos naturais…
Tudo ficaria mais fácil, mais racional, mas… não teria piada nenhuma!
Se não houvesse amor, eu inventá-lo-ia!!
Miguel Arcanjo
March 15, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 0 Comments
Bom dia amigos,
Não podia deixar de pegar neste assunto, pelo quanto me incomoda.
Há muito que se sabe da grande rivalidade Norte – Sul, ou sobretudo, Porto – Lisboa.
Muitos, confundem as cidades com os clubes, o que é um erro. Então nas coisas da bola, meu Deus. Lisboa é Benfica – e Sporting, claro… do Belenenses já ninguém se lembra – e Porto é F.C.Porto.
Não raras vezes as coisas confundem-se. Ou melhor, são erradamente confundidas por clubismos exacerbados e doentios.
Mas engane-se quem pensa que nós, os Tripeiros (com muito gosto!), temos alguma animosidade quando se fala da capital, por causa do Futebol. É que as diferenças não se esgotem, claramente, aí.
No meu caso, que faço por distinguir as águas, não é nada disso que se passa.
Respeito a cidade pelo que ela é, pelo que representa, e os seus cidadãos, independentemente da cor clubística.
Já não consigo deixar de me revoltar e ficar indiferente, perante as cada vez maiores desigualdades entre as duas grandes cidades do país. O que dirão então os que nem no Porto estão!! Muitos estão claramente esquecidos pelos nossos governantes, independentemente da sigla política e de governarem com a mão direita ou esquerda.
Mas, atentemos apenas e só, às desigualdades de tratamento entre Lisboa e Porto e que vão revoltando a classe trabalhadora – contribuintes, como eu – que descontam tanto quanto os da Área Metropolitana de Lisboa (ou talvez menos, porque os ordenados também são comparativamente mais baixos) e se vêm, constantemente descriminados por quem decide. Por quem manda no dinheiro do povo!
Todos sabemos do episódio bem recente e ainda por explicar, da mudança do Red Bull Air Race, do Porto para Lx. A mesma Lx que recebe o Rock in Rio, as Finais da Taça de Portugal, os maiores concertos, os melhores espectáculos, que o Pavilhão Atlântico permite, pelas condições que oferece.
Recuperei este episódio, por ser bem mais recente, mas outros se antecederam na história destas cidades.
Mas onde queria chegar era à situação actual em que, mais uma vez, os portugueses têm que apertar o cinto e em que foi tomada a decisão de suspender ou adiar grandes projectos, grandes investimentos, sobretudo no domínio das Obras Públicas… e quem vai pagar a factura? A quem vai ser retirado, mais uma vez, a primazia na escolha? Ao Porto, claro! Ou Norte, em geral…
Que troços vão ser adiados da Linha de Alta Velocidade (vulgo TGV)? Os que têm o Porto como denominador comum, é óbvio! E que outras grandes obras públicas vão ser adiadas ou suspenas? As do Porto, ou do Norte, pois claro…
Mas é mesmo assim… a capital é a capital e, como quem manda, está lá e, embora não seja de lá, ali faz palco de vida, há que se auto-beneficiar na hora das decisões. Afinal, somos governados, hoje como no passado – não pensem que me refiro apenas aos governantes actuais e a esta cor política, nada disso – por corpos com epicentro na região umbilical, região essa que cativa sempre em primeria instância, todo e qualquer olhar.
“Depois do meu umbiguinho, logo se vê…” – pensam (ou, pelo menos, agem) eles…
Quanto à justificação do TGV Lx-Madrid ser uma prioridade em termos comerciais e de escoamento de mercadorias… treta! Grande treta!
Primeiro, porque o TGV não tem como objectivo servir o transporte de mercadorias, e depois, ainda que assim fosse, seria mais um motivo para que o Norte estivesse na frente das prioridades, visto que é aqui que se produz o que, supostamente, queremos escoar, aumentando os nossos débeis indíces de Exportações. Porque na Capital, pouco se produz, só se administra e se gasta!
Olhem, e acho que me fico por aqui, deitado que está cá para fora! Apenas me limitei a seguir os conselhos do Paulito e do seu “Deita cá pra fora!”. E deitei…
Fica mais um desabafo e um alerta para mais umas quantas desigualdades regionalistas…
Desmintam-me se estiver errado.
Fiquem bem e tenham uma boa semana.
Miguel Arcanjo
March 2, 2010 - Posted by Miguel Arcanjo - 2 Comments
Jesus, onde quer que esteja, deve estar furioso!!
Desculpem, mas não consigo calar esta revolta que vai cá dentro… Hoje, estava eu, como sempre, a ouvir o noticiário e eis que surge a seguinte notícia:
“Palco para receber sua santidade, o papa Bento XXVI (não escrevi em maiúsculas, intencionalmente – não consegui) vai custar 200.000 Euros!”
E pergunto eu: “O que é isto, num momento em que a Humanidade atravessa um dos piores momentos humanitários desde a II Guerra Mundial, com catástrofes naturais a sucederem-se a cada semana, desde O Haiti ao Chile, passando pela Madeira, entre outras?
200.00 Euros?! Sabem para o que dava esse dinheiro todo?!
Conseguem ter a noção de quantos milagres conseguiriam fazer acontecer com esse dinheiro?”
Fui educado segundo a doutrina da Igreja Católica, mas rejeito-me a aceitar tal coisa. Tal aberração. Aquilo que constitui um claro atentado à razoabilidade humana.
Recordo que o maior dos oradores, dos pregadores da história da humanidade era desprovido de qualquer interesse material e de qualquer forma de riqueza, senão a da sua essência.
Ele pregava descalço, quanto mais num palco que custa 200.000 Euros?! Por favor, digam-me que não é verdade!!
Apetece-me mesmo chorar, para não dizer pior… ;(
Vou terminar de escrever isto e contar até 100… porque até 10, não vai chegar, concerteza!! (Fúria!)
Miguel Arcanjo