March 13, 2012 - Posted by Miguel Arcanjo - Comments Off
Bom dia.
Hoje partilho uma pequena história que me foi enviada e que pode mudar muito na
nossa atitude. No nosso dia-a-dia e nas coisas mais simples que possam parecer.
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Calças Molhadas
“A cena acontece numa sala de aula…
Há um menino de nove anos sentado na sua carteira e de repente há uma
poça entre seus pés, e a parte dianteira de suas calças está molhada.
Ele pensa que seu coração vai parar porque não pode imaginar como isso
aconteceu.
Nunca havia acontecido antes. Ele sabe que, quando os meninos
descobrirem, nunca o deixarão em paz. E quando as meninas descobrirem,
nunca mais falarão com ele enquanto viver.
O menino acredita que seu coração vai parar; abaixa a cabeça e faz esta
oração: ”Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda
agora! Mais cinco minutos e serei um menino morto”.
Levanta os olhos de sua oração e vê a professora chegando com um olhar
que diz que foi descoberto. Enquanto a professora está andando até ele,
uma colega chamada Susi está carregando um aquário cheio de água. Susi
tropeça na frente da professora e despeja inexplicavelmente a água no colo
do menino.
O menino finge estar irritado, mas ao mesmo tempo interiormente diz
“Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!”
De repente, em vez de ser objecto de ridículo, o menino é objecto de compaixão.
A professora desce apressadamente com ele e dá-lhe shorts de ginástica
para vestir enquanto suas calças secam. Todas as outras crianças estão
sobre suas mãos e joelhos limpando ao redor de sua carteira.
A compaixão é maravilhosa. Mas como tudo na vida, o ridículo que deveria
ter sido dele foi transferido a outra pessoa – a Susi.
Ela tenta ajudar, mas dizem-lhe para sair. “Você já fez demais, sua
desastrada!”
Finalmente, no fim do dia, enquanto estão esperando o ônibus, o menino
caminha até Susi e lhe sussurra: “Você fez aquilo de propósito, não foi?”
E Susi lhe sussurra de volta: “Eu também molhei minha calça uma vez”.
Possa Deus nos ajudar a ver as oportunidades que sempre estão em
torno de nós para fazer o bem.
Lembrem-se… Apenas ir à igreja não o faz um cristão, da mesma forma
que ficar em sua garagem não o transforma num carro.”________________________________________
E daqui advinham outras conclusões, mas prefiro deixar as minhas.
Afinal, o blog é meu! Eu é que mando nisto, ou não é assim?!
A moral desta história, é que independentemente da nossa fé, há sempre uma “mão abençoada” em cada um de nós. Tal como nesta história a Susi operou aquele “milagre”,
muitos de nós, no nosso dia a dia, podemos salvar a pele do nosso semelhante.
Este é apenas um caso… mas um caso feliz.
E ao contrário de outros pensamentos, em que peço que se pense nisso,
neste caso, peço é que ajam, sempre que assim se proporcionar ou
necessitarem dos nossos “milagres humanos”.
Fiquem bem.
Miguel Arcanjo
February 14, 2012 - Posted by Miguel Arcanjo - 1 Comment
Namorar é uma coisa.
Sair, flertar e engatar, é outra.
Uma coisa é nem sempre se fazer o que se quer, mas com quem se quer;
Outra coisa é fazer-se o que se quer, mas não com quem se quer.
Uma coisa é não ter tempo para nada;
Outra coisa é ter tempo e não se querer fazer nada.
Uma coisa é a necessidade de sair;
Outra coisa, a vontade de ficar.
Uma coisa é ter companhia no sofá;
Outra coisa é não ter companhia fixa em qualquer lado.
Uma coisa é procurar gente bonita;
Outra coisa, estar com gente boa.
Uma coisa é encontrar qualidades em alguém;
Outra coisa, relativizar os defeitos de alguém…
Uma coisa é planear cada sábado à noite, até à hora do recolher obrigatório (com ou sem conquista ou troféu), mas com aquele vazio de nenhuma descoberta e, na semana seguinte, recomeçar tudo de novo…
Outra coisa, é planear o que fazer a cada domingo à tarde.
Uma coisa é viver o dia intensamente;
Outra coisa, viver a noite desesperadamente…
Uma coisa é olhar em frente;
Outra coisa é ter de olhar para todos os lados.
Como quem busca sem encontrar o que se encontra sem procurar…
Uma coisa é pensar no futuro;
Outra, conjugar-se apenas o presente…
Uma coisa é namorar;
Outra coisa, é coisa alguma…
Mas uma coisa é certa: se não mudarmos nossos hábitos e atitudes, não podemos esperar por grandes mudanças. O destino, por si só, não se encarrega de tudo!
Miguel Arcanjo, 14 de Fevereiro de 2012
December 31, 2011 - Posted by Miguel Arcanjo - Comments Off

Esta é uma altura de balanços. Pessoais e profissionais.
Este ano que se encerra foi, para mim, simultaneamente, de abdicação e dedicação.
Não deixando de viver e tirar o melhor partido desta vida que tanto amo, dediquei-me de corpo e alma a algo que é parte integrante de mim e do que sou – ao meu trabalho.
Mas foi, ao mesmo tempo, um ano de muito ganho profissional e muita conquista. Por isso, valeu a pena!
Muito trilho foi traçado, mas todas as estradas que se construíram, estão, seguramente, assentes em solo mais firme, no melhor dos asfaltos. A honestidade, a credibilidade e a palavra são, seguramente, os melhores alicerces de qualquer estrutura.
A quem comigo trabalhou, directa ou indirectamente, ao longo deste ano, o meu muito obrigado.
Graças a todos, desde colaboradores a clientes e fornecedores, foi possível colocar o nome da empresa que represento, na rota de tudo quanto se cruze com Itália.
Mas não ficamos por aqui. Feito que está o ano que agora finda, há que atacar a todo o vapor, o que se prepara para entrar. E é, da mesma forma, que espero de todos, a mesma lealdade e confiança depositada ao longo deste ano.
Ainda sem abandonar 2011 e em termos pessoais, agradeço a enorme benção de ter conhecido muita gente boa e com eles ter privado e passado momentos que a memória não deixará apagar. A todos quantos se revêm nestas palavras, o meu muito obrigado por existirem e terem surgido.
Aos amigos de sempre, fica a minha gratidão por sempre me acompanharem e me fazerem sentir alguém especial.
Assim como à família, que nunca envolvo nestas coisas, mas que é sempre a origem de tudo quanto somos e aqueles que nunca nos abandonarão.
Viro-me agora para o ano que se avizinha e que se espera (segundo dizem os entendidos) de muito aperto. E em que eu espero que, tal como na astrologia ou na meteorologia, as previsões não se confirmem.
Mas que, a ser verdade, esta crise deverá ser vista como um catalisador para a humildade, a lealdade e a moderação. Que se resgatem alguns dos bons valores do passado e que a pouca-vergonha, a lata e a desfaçatez, deixem de imperar.
E se estas situações de crise, abrem oportunidades a quem quer vencer pela visão, audácia e trabalho. De igual forma, apresentam, na outra face, muita oportunidade para o aproveitamento, a burlice e a fraude. Numa tentativa, sempre presente, de tirar partido de um qualquer desespero alheio.
Por isso, e neste novo ano que se avizinha, devemos resgatar o melhor de nós, para que a prosperidade se efective. Mas nunca desligando o piloto da cautela e vigilância!
Meus amigos, oiçam bem este meu conselho: Teremos que, cada vez mais, estar bem atentos, a todos quantos tentarão tirar partido do nosso suor, empenho e trabalho. Temos mesmo de estar bem alerta, pois as universidades da fraude, da manha e do banditismo, estão sobrelotadas e a formar, cada vez mais, alunos de nota 20!
O ano que já bate à porta, será seguramente um ano de grandes desafios e muita exigência.
Mas o povo português já demonstrou – e a nossa História é rica nisso – que é capaz de se unir e arregaçar as mangas, precisamente nos momentos de maior aperto e austeridade. E é o que espero de cada um. Eu, prometo fazer a minha parte! As imagens que escolhi, visam representar precisamente essa escalada, mas com a vitória no topo da montanha.
E é o que desejo a cada um de vós. Que nada vos falte e que a vida vos traga o que de melhor se pode retirar dela: a alegria, a saúde e o amor.
Eu desejo um mundo melhor,
Mais justo, mais nobre.
Onde tudo tenha mais sabor,
E nada falte, muito sobre.
Feliz 2012!
Miguel Arcanjo</strong>
October 14, 2011 - Posted by Miguel Arcanjo - Comments Off
Caros amigos: maior que o problema, só a atitude perante o problema.
Por isso, e para não ser ainda mais penoso, vamos tentar, na medida do possível, ignorar o que aí vem, entre planos de austeridade, sacríficios humanos, económicos e sociais e alteração nas rotinas diárias de cada um. Por isso, toca a unir forças e apoiar-nos mutuamente. E por isso, dou o mote…
Se vais ter que trabalhar mais meia hora por dia, acredita que não o vais fazer sózinho. Eu vou lá estar!
Se não vais ter dinheiro para jantar fora, não te preocupes, nem que seja com uma sopa, podemos jantar cá por casa.
Se o dinheiro não te vai chegar para aquelas noites de copos, não te preocupes… podemos sempre passar um bom serão de amena cavaqueira, cá em casa, entre amigos e risadas. Até porque o frio está a chegar e assim aconhecegamo-nos uns aos outros.
Se aqueles fins-de-semana fora ameaçam estar hipotecados, tudo bem, tudo se arranja. Com um saco-cama na mão e uma muda de roupa, acampamos aqui mesmo.
Se não vai dar para o cinema? Não tem mal. Sacamos um filme da net!
Se não vais conseguir trocar de telemóvel novamente, não te preocupes. De qualquer aparelho que me ligues, atender-te-ei a qualquer hora.
O carro avariou ou a gasolina não chega? Não te negarei uma boleia.
O dinheiro não dá para tudo e o tabaco começa a faltar? Conta comigo para ir dar uma corrida ou andar de bicicleta, para te ajudar a combater o vício e a falta do “prego”.
Se não tiveres dinheiro para o meu presente? Desde que não te esqueças de me dar os parabéns, não vai haver problema. E no Natal, sem presentes? Não importa mesmo. O que eu quero é ter as pessoas por perto.
Acima de tudo, julgues estas palavras ocas ou sinceras, o que importa é que penses que, por maior que seja o problema, haverá sempre uma resposta a dar. E que, muitas vezes, algumas quebras de rotinas, por vezes fúteis até, ajudam a criar outras, assentes na amizade e, quem sabe, nos faz ser muito mais criativos, para encontrar a fórmula de ultrapassar essas dificuldades?
Nós somos sempre mais do que alguma vez pensamos. Se quem sofre um tsunami, terramoto, ou a passagem de um furacão sobrevive, porque não haveriamos nós de ultrapassar algo bem mais simples?! Força, vá. Toca a dar as mãos e a aproveitar a vida! A vida não se compra. Vive-se! E quanta gente com tanto dinheiro não consegue ser feliz?!
Toca a ver isto como oportunidade de mudar rotinas e hábitos parvos, e a viver mais!
Coisas tão simples como correr, andar de bicileta, conversar, ler, namorar, fazer amor, não custam dinheiro nem pagam imposto…
Fiquem bem e, façam o favor se ser felizes!
Miguel Arcanjo
September 21, 2011 - Posted by Miguel Arcanjo - Comments Off
Sim, porque podemos chamar-lhe de tudo. A Casa dos “Negredos”, a Casa dos Espelhos, a Casa do Engate, a Casa do Alterne, ou a Casa dos Degredos, como bem apelidou o jornalista do Expresso, Tiago Mesquita.
E Casa dos “Negredos” porquê? Inventei esta expressão para associar o negro ao degredo.
Casa dos Espelhos, porque a sociedade portuguesa (e felizmente falo apenas na generalidade, pois nem todos somos assim), se revê cada mais nesta forma de estar na vida e em sociedade.
Casa do Engate, porque tudo foi escolhido a dedo, num casting meramente físico, em que os concorrentes sejam capazes de despertar paixões assolapadas (ou devemos chamar-lhe de tesão e apetite carnal?), com a expectativa de se poderem desenrolar actos com uma audiência brutal.
Quanto a Casa do Alterne, acho que é melhor nem dizer muito. Fica mais simpático dizer que é só porque numa semana são nomeado os homens e na outra as mulheres, em “alternância”….
E Casa dos Degredos, pelo que a própria palavra comporta.
Mas é mesmo assim que vai o mundo (não apenas o país).
Entramos numa era em que se substitui o culto do intelecto, pelo culto do corpo.
Não que não tenhamos que nos preocupar com a aparência física. Eu próprio me preocupo com isso. Mas, para mim, tal só faz sentido, nesta relação harmoniosa de “mente sã em corpo são”.
No fundo, o que a Casa espelha, é um país com mais músculo e menos cérebro. Mais mamas, e menos dignidade.
Hoje, faz-se da traição, um motivo de orgulho e adoração e da foleirice um dom. Assim vão os novos tempos e nós, a ficarmos para trás…
São os casais que se expõe ao ridículo e ao ciúme (natural, de quem gosta, claro), perante uma plateia de milhões de pessoas, prontos a ser juízes em causa alheia e a troçar do mal alheio…
São as meninas que se dizem fieis e honradas e se espetam no primeiro “galanço” que recebem.
Os rapazes que se vangloriam por não se darem apenas a uma mulher. Como se a poligamia (porque bigamia já nem chega) já fosse culto ou tivesse um Prémio Nobel.
Sinto-me mesmo, muito fora de contexto…
Onde tenho andado eu durante todo este tempo?
Sim, porque isto que vemos na casa, não é mais do que o que se passa cá fora. As pessoas ali só se revelam, porque estão a ser filmadas.
Quantos e quantas, em segredo ou em privado, prevaricam, se despojam de valores morais e trocam de sentimentos como quem troca de cuecas?
Longe vai o tempo da moral e dos bons costumes. E não quero, com isto, ser falso moralista, ao ponto de dizer que tudo deveria ser como antigamente. Não!
Eu mesmo, estou longe de tais indíces de conservadorismo, pudor e costumes.
Mas também… “Ó meuj’amigo’j… não havia nexexidade de se ter “evoluído” taunto, num é?
Alguém disse um dia que “quando o Homem perde a fé, nada mais tem a perder.” Mas eu acho que faz cada vez mais sentido dizer que, “quando o Homem perde a vergonha, nada mais há a perder.”
Por isto e com muito orgulho digo: “Que bom é sentir-me velho e ultrapassado!”
Mas outra questão se levanta:
Se esta malta é e serão os pais de amanhã, que exemplo terão os filhos desse amanhã? Os nosso filhos…?
E tenho dito…
P.s.: sim, de vez em quando também vejo. Afinal, se assim vai o mundo, deixa-me estar preparado!
Beijos & abraços
Miguel Arcanjo
September 6, 2011 - Posted by Miguel Arcanjo - 4 Comments
Bom dia.
Recuperando algo do fundo do baú, mas sempre actual…
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Amar de Olhos Abertos
É muito difícil enfrentar os conflitos que surgem numa relação com uma atitude de reflexão sobre «o que se passa comigo» do que enfrenta-los com enfado, pensando que o problema é que estou com a pessoa inadequada.
Muitos casais acabam por se separar porque julgam que com outra pessoa seria diferente, e depois, com toda a certeza, encontram-se em situações similares, nas quais a única coisa que mudou foi o interlocutor.
E assim vão trocando de parceiro vezes sem conta…. E a insatisfação é sempre a mesma… No início uma grande emoção e adrenalina mas ao fim de algum tempo o novo relacionamento deixa de ter interesse.
Em primeiro lugar temos que perceber que as dificuldades fazem parte integrante do caminho do amor. Não podemos conceber uma relação íntima sem conflitos. Temos de deixar de lado a fantasia de um casal ideal sem conflitos e permanentemente apaixonado.
E quando o Sr. X se dá conta que o seu par não corresponde a esse modelo ideal, insiste em pensar que outros têm essa relação idílica de que ele anda à procura, mas ele teve azar…porque se envolveu com a pessoa errada.
Não é assim!
O único erro é a ideia prévia sobre o relacionamento, a ideia do casal perfeito.
De certo modo, é tranquilizador saber que aquilo que eu não tenho, ninguém o tem, que o casal ideal é um casal de ficção e que a realidade é muito diferente.
E assim a idade vai passando, a pessoa fecha-se no seu casulo, vai tendo encontros ocasionais geralmente para aliviar a libido sexual mas sem a componente emocional. O chamado sexo mecânico, que mal acaba só há o desejo que a outra pessoa evapore, desapareça como que por milagre.
A pessoa sente-se frustrada, permanentemente insatisfeita, sozinha, deprimida, sem sentido, afoga-se no trabalho na tentativa de esquecer a dor que sente.
A permanente sensação de que se tem tudo o que se quer… e que ao mesmo tempo não se tem nada.
Investe-se em carros e em objectos de luxo, que rapidamente se abandonam por não trazerem o prazer desejado. Faz-se o mesmo com as pessoas que nos rodeiam: usam-se e abandonam-se!
O tempo vai passando, a troca de parceiros vai sendo gradual, contínua, sempre o mesmo padrão de comportamentos…incapaz de amar o outro por aquilo que ele é, apenas interessa o desejo pela aparência.
A pessoa torna-se mais rígida, habituada a viver sozinha, a ter o seu canto, a não gostar de partilhar nada do que é seu, torna-se egoísta e cada vez mais amargurada.
A lei da vida dita que, à partida, os pais morram primeiro que os filhos e a pessoa acaba por se ver sozinha sem o amor incondicional dos pais que até aí preenchiam a lacuna do vazio de amor… sem o amor dos pais sem o amor de uma parceira. Completamente só!
Por vezes surge o desejo inconsciente de ter um filho mas sem compromisso com a progenitora, mais uma atitude egoísta que não vai trazer alívio da dor, apenas vai aumentar o role de problemas. Mais uma atitude imatura.
Estar a viver uma vida de casal contribui para o nosso crescimento pessoal, para sermos pessoas melhores, para nos conhecermos mais.
A relação cresce. Por isso, vale a pena.
Vale…a PENA (quer dizer, é vantajoso penar por ela).
Vale o sofrimento que gera.
Vale a dor com o que teremos de enfrentar.
E tudo isto é valioso porque, quando o atravessamos, já não somos os mesmos; crescemos, somos mais conscientes, sentimo-nos mais ricos.
O parceiro não nos salva de nada.
Muitas pessoas procuram um parceiro como meio para resolver os seus problemas. Crêem que uma relação íntima os vai curar das suas angústias, dos seus aborrecimentos, da sua falta de sentido.
Esperam que um companheiro encha o seu vazio.
Que erro terrível!
Quando escolho alguém como companheiro com estas expectativas, acabo inevitavelmente por odiar a pessoa que não me dá o que eu esperava.
E depois? Depois talvez procure outra, e outra, e outra, e outra…Ou talvez decida passar a minha vida a queixar-me da minha sorte.
A proposta é resolver a minha própria vida sem esperar que alguém o faça por mim.
A proposta é, também, não tentar resolver a vida do outro, mas encontrar alguém para podermos fazer juntos um projecto, para termos prazer, para crescermos, para nos divertirmos, mas não para que resolva a minha vida.
Pensar que o amor nos vai salvar, que vai resolver todos os nossos problemas e proporcionar-nos um continuo estado de felicidade ou segurança, mantém-nos apenas atolados em fantasias e ilusões e debilita o autentico poder do amor, que é o poder de nos transformarmos.
Em muitos casos de separação, o problema não se encontra na relação de um com o outro, mas em assuntos não resolvidos de um deles com o próprio passado.
As pessoas queixam-se por não serem amadas, quando o verdadeiro problema é que não sabem amar.
Vale a pena ser um casal? Claro que sim!
O sentido do casal não é a salvação, mas o encontro. Ou melhor dizendo, os encontros:
Eu contigo
Tu comigo
Eu comigo
Tu contigo
Nós com o mundo
O prazer de estar juntos: esta seria uma definição.
Obviamente, se só valorizo a sua beleza, o seu poder económico, ou o quanto me ama, não poderei contactar com o que se está a passar comigo quando estiver com ela.
Poderia dizer que quando sentimos prazer ao estar com outra pessoa temos tendência a partilhar a maioria das coisas com ela, e essa é uma decisão interna. Nem sequer é voluntária. É antes de mais, uma coisa que acontece quando nos sentimos unidos a outro, de uma maneira diferente. É um compromisso interno e especial que sentimos quando ambos estamos presentes.
O grande problema é que as pessoas acham que vão estar apaixonadas eternamente. Ninguém pode viver apaixonado eternamente! Apesar de acreditarmos que os outros são sempre felizes…ninguém tem isso.
Estar em casal é um desafio. Com ele nada termina. Pelo contrário, tudo começa. Excepto uma coisa: a fantasia de uma vida ideal sem problemas. É duro renunciar a isso: quando me dou conta geralmente começo a odiar o culpado(a).
Do estado de paixão avassaladora evolui-se para um estado de cumplicidade, camaradagem que não é pior do que o anterior, apenas é diferente, mais maduro menos egoísta, de maior partilha.
Saber que se tem sempre um porto de abrigo nos braços de alguém que nos ama e compreende.
Saber que quando meter a chave na porta depois de um dia de trabalho não vou encontrar uma casa vazia!
Isso sim, é a verdadeira felicidade…mas poucos se dão conta disso…
In Amar de Olhos Abertos, de Jorge Bucay e Silvia Salinas
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Posto isto, apetece perguntar:
E tu? Amas de olhos fechados ou com eles bem abertos?
Olhem que tenho pensado muito sobre isso…
Fiquem bem.
Miguel Arcanjo
June 6, 2011 - Posted by Miguel Arcanjo - Comments Off
Não se espere que sejam os políticos a fazer tudo. O País não evolui enquanto teimarmos em ser os desenrascados do costume. Um povo pouco rigoroso, pouco organizado, pouco previdente, desorganizado e anárquico.
Fala-se muito da vantagem que temos, ao sermos mais desenrascados que outros povos (europeus, p.ex.). Mas já pensaram que isso ñ é mais do que um simples hábito e uma tal prática nesse papel, que se confunde com uma mais valia?
Uma mais valia não é ser desenrascado, mas sim, organizado, previdente, metódico, e rigoroso. De tal forma que, jamais, alguém, ouse desafiar o sistema, a organização, a entidade patronal. Há leis a cumprir e papeis a desempenhar e enquanto formos permissivos na balbúrdia de quem faz por furar o sistema, não passamos ao próximo nível.
Miguel Arcanjo
May 30, 2011 - Posted by Miguel Arcanjo - Comments Off
Para quando um golo nesta campanha?
Sim, um golo! Ou será que ainda ninguém perrcebeu que o país está tão cansado de ver um jogo há muito empatado, e em que as equipas teimam em engonhar (ou devo dizer enconar?).
Para quando uma ideia nova? Uma campanha positiva?
Para quando uma linha orientadora daquilo que se quer para o país? Ninguém percebe que, tal como no futebol, uma equipa que se limita a defender, nunca chegará ao golo? E sem golo, não há vitória!
Toca a desamarrar a defesa e a partir para o ataque, lançando ideias novas. Projectos frescos, justos e coerentes.
Toca a entrar na area e a rematar à baliza! Deixem de disputar o jogo a meio campo, recorrendo constantemente à falta e à interrupção do jogo!
Toca a ser audaz. A arriscar no um para um. A ir para cima do adversário e, num passe de mestre, criar uma oportunidade e fazer um GOLO! Gooooooooooooooooollllllllllooooooooooo!!
E o que seria este golo? Para mim, como para muita gente, um sinal de mudança, de algo positivo, de uma vitória anunciada!
Senhores políticos (e respectivas máquinas partidárias): mas será que em pleno século XXI, ainda ninguém percebeu que, uma gestão positiva e “arejada” de uma campanha, resgataria o voto daqueles que, como eu, não tem cor, nem símbolo, apenas que ter em quem votar, com esperança?! Ai de quem soubesse fazer esse golo… teria a vitória na mão!
Mas haja gente muito burra, para nem isso perceber… e é a quem, de uma forma de outra, haveremos de ter de confiar o país
E fica a questão: se acho que alguém vai fazer esse golo? Infelizmente, não. O jogo já acabou e nem com perlongamento ou penalties, alguém seria capaz de acertar entre postes… é que nem de “baliza aberta”, como está o país, são capazes de concretizar!
E tenho dito…
Miguel Arcanjo
April 12, 2011 - Posted by Miguel Arcanjo - Comments Off
Boas.
Não é pelos melhores motivos que aqui venho de novo, mas não podia deixar de registar tanta parvoíce a que tenho assistido, sobretudo agora, durante esta hora de almoço.
Mas será que nem a almoçar podemos estar descansados?!
Ver o noticiário enquanto se come, não aconselho.
Pode causar indigestão, tais as enormidades que se ouvem… é um que dizia que ninguém tinha falado com ele afinal e afinal tinham falado (PPC). Outro que se faz de vítima e coitadinho (JS = PM)… o único que não diz parvoíces, é o tal que ia ter uma magistratura activa mas que, afinal, não sai da toca (CS = PR) quando mais teria que intervir… enfim… Sabem o que penso? Coitado do povo que não pensa e só ouve. Leva com esta cambada de aldrabões e malabaristas do dinheiro alheio e, vai daí, ainda começa a acreditar no Pai Natal.
Deplorável, o estado da nossa política e de quem a faz… e o que fazer?!
Resposta: nada… a bosta é toda a mesma. Dá vontade de chorar, com tanta parvoíce e contradição.
Quando as pessoas nem se quer têm memória nem pensam o que dizem ou fazem…
é que um bom mentiroso, ao menos, tem de ter memória, para se lembrar do que disse e, pelo menos, manter aquele cenário… não é ao enterrar-se a toda a hora… ai meu Deus… para onde vamos… ?!
Deixo só um apelo: Senhores políticos, ainda há quem tenha memória e pense… e não se limite a escutar as parvoíces que nos tentam impingir!! Só para que saibam, apesar de nada nos valer, claro…
Bem, vou trabalhar. Alguém tem de o fazer! Senão, eles vão governar o quê e o dinheiro ganho porquem?
Fica o desabafo…
Assinado: um dos que não são parvos!
Miguel Arcanjo
March 24, 2011 - Posted by Miguel Arcanjo - Comments Off
Boas…
Todos se recordam da manifestação nas ruas, da “Geração à Rasca”, há uns dias?
Pois bem… uma das reivindicações, visava a credibilização da classe política.
Será que não podiam esperar mais tempo para dar uma respsta tão cabal, senhores políticos?
É assim, com atitudes destas e “birrinhas” entre quem manda e quem quer mandar, que esperam cativar os jovens para a participar activa e interessadamente na vida socio-política do país?
Não me parece!!
O país estava de tanga e a tanga caiu!
Vamos ver como fica, mas ninguém espere milagres… aliás, já se percebeu que vem mais do mesmo… já se fala em aumento de impostos, quando o que se deveria ouvir, em 1º lugar, era a redução da despesa!!
Assinado: um apartidário atento e desiludido com os nossos (des)governantes e aspirantes a isso…
Posto isto, só me resta deixar o país… (por uns dias, pelo menos)
Fiquem bem.
Miguel Arcanjo